Voz & Violão
Terça, 30 de Janeiro de 2007Desde 11/2006 não tenho mais uma banda.
Uma pena, pois eu realmente gostava da banda da qual fiz parte, por 5 anos.
De lá para cá, passei a me apresentar apenas no formato Voz & Violão, sozinho, com um repertório totalmente baseado em “clássicos” do pop/rock internacional (Beatles, Stones, Elton John, Rod Stewart, Pink Floyd etc.). Já me apresentava assim, mas com freqüência bem menor, pois a prioridade era a banda. Agora, sem banda, centrei foco nesse trabalho.
Adoro o que faço. Toco o que gosto e, pelo que tenho visto, muita gente também gosta dessas mesmas músicas. Mais ainda, tenho tido um enorme prazer em perceber algumas reações muito interessantes do público.
Primeiro, esse show tem confirmado uma antiga “tese”: só há dois tipos de música: boa ou ruim - seja ela em inglês ou em português, seja ela pop, rock, blues, mpb ou o que for.
Segundo, quando as músicas são boas, não há “fora de moda” que as impeça de tocar e de agradar às pessoas que a escutam, afinal, quase nada daquilo que toco está entre os “sucessos do momento”.
Terceiro, as pessoas continuam se emocionando com a música - e esse é o principal efeito que música pode provocar nas pessoas: emoções.
Acabo de voltar de 3 dias de shows em Monte Verde/MG, no Deck (abraços a toda a equipe!), onde me apresento há três anos, em regra, nos “feriados prolongados”.
O público, na maioria, era formado por casais, numa faixa etária ao redor dos 30/40 anos. Assim, dei mais destaque a canções que, creio, de uma forma ou de outra, compuseram “trilhas sonoras” das vidas de boa parte daquelas pessoas, nesse momento da vida. Acho que “deu certo”.
A reação das pessoas foi absolutamente emocionante. O silêncio era tal, durante as canções, que se podia ouvir os grilos cantando, no pequeno lago, ao lado do Deck. Abraços, cumprimentos, contatos.
Gente querendo conversar, contar algumas histórias, ouvir outras. Enfim, momentos de intenso prazer e alegria, para um ‘andarilho’ como eu que, mais do que cantar canções, busca, justamente, tocar pessoas com essas mesmas canções.
Até breve.