Arquivo da categoria ‘Poesia e Imagens’

Tango (”Coisa do passado”)

Quinta, 5 de Junho de 2008

O tango nasceu como forma de expressão característica das populações pobres, do subúrbio de Buenos Aires. Depois, passou a ser conhecido como música típica dos bordéis. Mais tarde (no início do Século XX), foi levado a Paris, onde, por sua originalidade, exotismo e sensualidade, foi recebido como uma verdadeira febre. Gardel foi, provavelmente, seu primeiro grande expoente, até morrer de forma trágica - perfeita, para o contexto do tango! - num acidente aéreo, no auge de seu sucesso, em 1935. Foi na década de 50, no entanto, com Piazzolla, que o tango ganhou dimensão musical maior. Libertango. É preciso ouvir. Ao lado da música, em si, o tango é dança. Quem já assistiu a um espetáculo desses, jamais se esquece - como não se esquece de um “Perfume de mulher”.
Mais do que tudo isso, talvez, o tango seja sentimento, que transborda em harmonia, melodia, ritmo, coreografia, estética - “coisas” que andam um tanto “fora de moda”, hoje em dia. “Coisas do passado” - e “coisas do passado”, para alguns, devem ficar no passado. Talvez seja melhor assim, ao menos para aqueles que não sabem fazer do presente se não uma eterna fuga - de si mesmos, em especial. Noutros tempos, diria que isso é uma pena; não digo mais. Simplesmente, não me importa mais - e isso é muito bom.

Que dizer do amor?

Quinta, 24 de Agosto de 2006

“Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga.” (Carlos Drummond de Andrade, em “As sem razões do amor”).

Que dizer do amor, depois que tantos, como Drummond, o cantaram e contaram de forma tão maravilhosa? Difícil, sem dúvida.

A “amar se aprende amando” (título de obra do mesmo Drummond). Estou tentando. Sinto algo intenso, imenso e inexplicável, a que chamo amor. Talvez o seja - com todas as imperfeições que empresto a tudo o que vivo; talvez seja outra coisa, de tão imperfeito que é. De qualquer forma, é o que de melhor trago em mim. Por isso, chamo de amor.

Amor, imagino, seja algo incondicional. Não consigo chegar a tanto. Sofro (e muito) pelas ‘condições’ que atribuo ao meu amar. ‘Exijo’ de quem amo - e talvez isso faça com que o meu amor seja menos do que amor. Algo imperfeito, como eu mesmo; mas, ainda assim, verdadeiro. O melhor de mim, por menos que isso possa representar.

Minha vida é dedicada às pessoas que eu amo (com todos os acertos e erros que isso possa envolver). Não preciso nominá-las: elas saberão se identificar.

A isso chamo autenticidade, espontaneidade. Características que não suprem as limitações do meu amar imperfeito, bem sei; mas que podem, espero, minimizar os efeitos das imperfeições. Mais ainda, espero, traços que podem dar, às pessoas que amo, a certeza de que, ante minhas (tantas) imperefeições, estarei ‘apenas’ errando, quando as machucar.

Isso não ‘resolve’ as dores, não ‘apaga’ os machucados. Também sei.

Ainda assim, é o melhor que posso dar. Imperfeito? Sem dúvida. Como eu. Ainda assim, do meu jeito, amo. Intensamente. Verdadeiramente.

Às pessoas que eu amo - e que saberão se identificar, creio eu - deixo aqui mais uma declaração de amor. De alma. Com todas as imperfeições (e virtudes) que o meu amor (imperfeito) possa ter.

Saudade

Quinta, 8 de Junho de 2006

inverno - inverno

Pai Nosso

Quarta, 31 de Maio de 2006

pai nosso - pai nosso

Farol:Esperança

Quarta, 31 de Maio de 2006

farol esperanca - farol esperanca

Poesia

Quarta, 24 de Maio de 2006

neruda - neruda

Neruda, uma perene inspiração; poesia, uma perene experimentação da alma.
(imagem copiada do blog do poeta Ademir Bacca).