Tango (”Coisa do passado”)

O tango nasceu como forma de expressão característica das populações pobres, do subúrbio de Buenos Aires. Depois, passou a ser conhecido como música típica dos bordéis. Mais tarde (no início do Século XX), foi levado a Paris, onde, por sua originalidade, exotismo e sensualidade, foi recebido como uma verdadeira febre. Gardel foi, provavelmente, seu primeiro grande expoente, até morrer de forma trágica - perfeita, para o contexto do tango! - num acidente aéreo, no auge de seu sucesso, em 1935. Foi na década de 50, no entanto, com Piazzolla, que o tango ganhou dimensão musical maior. Libertango. É preciso ouvir. Ao lado da música, em si, o tango é dança. Quem já assistiu a um espetáculo desses, jamais se esquece - como não se esquece de um “Perfume de mulher”.
Mais do que tudo isso, talvez, o tango seja sentimento, que transborda em harmonia, melodia, ritmo, coreografia, estética - “coisas” que andam um tanto “fora de moda”, hoje em dia. “Coisas do passado” - e “coisas do passado”, para alguns, devem ficar no passado. Talvez seja melhor assim, ao menos para aqueles que não sabem fazer do presente se não uma eterna fuga - de si mesmos, em especial. Noutros tempos, diria que isso é uma pena; não digo mais. Simplesmente, não me importa mais - e isso é muito bom.

Uma resposta para “ Tango (”Coisa do passado”) ”

  1. Sonia disse:

    André, realmente o tango é mais que uma música, um ritmo, tango é sentimento, é sentir a melodia na alma, faz o corpo vibrar e, acima de tudo, o tango é para os românticos. Quem já foi, como eu, a um espetáculo como o Sr. Tango em Buenos Aires sai de lá querendo dançar como eles, sem falar que as letras dos tangos são perfeitas para um coração apaixonado. Um abraço.

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